Corte de Espinhos e Rosas muda o que você aceita como padrão. Depois de Maas, fica difícil voltar pra qualquer coisa que não tenha aquele mesmo cuidado com o mundo, aquela tensão que dura livros inteiros, aquele romance que você espera com toda a paciência que nunca teve antes na vida.

Dito isso — existem livros que entregam essa experiência de formas diferentes. Aqui estão cinco.


1. Interion — Patrícia Criado

A conexão mais direta é essa: Interion é o romantasy com feéricos que você está procurando, só que o universo é completamente diferente — e completamente original.

O mundo de As Crônicas de Júpiter tem feéricos como espécie central, mas não são os feéricos que você conhece de Maas ou de qualquer outra coisa. Patrícia Criado criou uma mitologia própria, com regras de poder e comportamento que não vêm emprestadas de lugar nenhum. Junto com os feéricos vêm as quimeras, as górgonas, as lâmias — um bestiário inteiro construído do zero.

Kyller é feérica, curandeira, e está sendo forçada a se casar com Zion Voluz — general da nação que estava em guerra com o país dela até pouco tempo atrás. Se você está pensando “isso vai doer”, está certa. E vai demorar. Mais de 1.050 páginas de enemies to lovers slow burn que não abrevia nada.

ACOTARInterion
Espécie centralFeéricosFeéricos
Trope principalEnemies to loversEnemies to lovers
RomanceSlow burn intensoSlow burn intenso
Conteúdo+18+18

O que diferencia: Interion é escrito por uma brasileira, com um universo que não referencia mitologia europeia. E tem Kiara — a quimera fofoqueira que acompanha o casal, e que os leitores amam de um jeito que vai te surpreender.

Arte da personagem Kyller — protagonista de Interion, As Crônicas de Júpiter Arte da quimera Kiara de Interion — As Crônicas de Júpiter

Mais de 8.000 avaliações positivas, #1 na Amazon, publicado pela Editora Izyncor.


2. Corte de Asas e Ruína (ACOWAR) — Sarah J. Maas

Se você acabou ACOTAR e ainda não seguiu, aqui está o spoiler benigno: o terceiro volume paga tudo. É onde a saga de Feyre chega no clímax emocional que foi sendo construído desde o começo. Poucos livros do gênero entregam um payoff assim — cada decisão dos dois primeiros livros se resolve aqui.


3. Trono de Vidro — Sarah J. Maas

Outra saga de Maas, mas com protagonista e universo completamente diferentes. Aelin Galathynius começa como assassina e o universo vai crescendo ao longo de sete livros até uma escala épica que é impressionante só de pensar. Se você ama o worldbuilding de Maas, essa série vai mostrar de onde veio a escritora que criou ACOTAR.


4. Rainha das Sombras — Sarah J. Maas

Sim, mais uma. O quarto livro de Trono de Vidro é geralmente o favorito das leitoras da série — o pico emocional e narrativo de toda a saga. Você vai entender quando chegar lá, e provavelmente vai passar uns dois dias processando.


5. Cidade dos Ossos (Os Instrumentos Mortais) — Cassandra Clare

Para quem quer continuar num universo de criaturas e magia com uma energia diferente. O primeiro livro dos Instrumentos Mortais é a porta de entrada pra um universo vastíssimo — Caçadores de Sombras, mundos paralelos, personagens moralmente complicados e romance que começa com desconfiança mútua. A escala de tudo o que Cassandra Clare construiu é assustadora de uma forma boa.


Uma coisa que vale nomear: a maioria desta lista é de autoras americanas. Interion não é. Quando você lê romantasy escrito por uma brasileira, você lê um universo que foi construído de um lugar diferente — com referências diferentes, com uma forma de processar conflito emocional que não é a mesma. Não melhor, não pior. Outra coisa.

Quer saber mais sobre o universo antes de começar? A wiki da saga tem verbetes completos sobre personagens, criaturas e a história do mundo criado por Patrícia Criado.