Quarta Asa acaba e a gente fica assim: olhando pro vazio, sem saber o que fazer com a vida. Rebecca Yarros passou anos construindo aquele universo, você leu tudo num piscar de olhos, e agora tem um buraco no peito do tamanho de um dragão.

Boa notícia: tem saída. E uma delas é brasileira.


1. Interion — Patrícia Criado

Sabe quando você começa um livro e percebe, lá pelo terceiro capítulo, que não vai conseguir parar? É isso.

Interion é o primeiro livro de As Crônicas de Júpiter, escrito pela brasileira Patrícia Criado e publicado pela Editora Izyncor. Com mais de 1.050 páginas, é o tipo de livro que você bloqueia o final de semana antes de começar — não como exagero, como planejamento real.

O que conecta Interion a Quarta Asa não é um elemento específico, é o feeling: dois protagonistas que não deveriam existir no mesmo espaço, muito menos casar um com o outro. Kyller é uma feérica curandeira de Interion. Zion Voluz é o general da nação que estava em guerra com o país dela até pouco tempo atrás. O casamento de conveniência que os une politicamente não resolve absolutamente nada — só piora a tensão.

O universo de Patrícia é completamente original. Não tem mitologia emprestada, não tem nada que você já viu antes. Feéricos, quimeras, górgonas, lâmias — tudo criado do zero, com regras próprias de magia e comportamento que você vai precisar de um caderninho pra acompanhar.

E tem Kiara. A quimera. Debochada, fofoqueira, absolutamente inesquecível. Os leitores amam ela de um jeito que vai te surpreender quando você chegar lá.

Arte de Kyller, protagonista de Interion — As Crônicas de Júpiter

Mais de 8.000 avaliações positivas. #1 Best Seller na Amazon.


2. Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR) — Sarah J. Maas

Se você leu Quarta Asa e ainda não chegou em ACOTAR, parabéns: você tem um presente enorme te esperando. Sarah J. Maas construiu o romantasy moderno praticamente do zero, e a saga de Feyre tem aquela mesma propriedade mágica de te fazer sofrer centenas de páginas antes de te dar qualquer alívio.

O alívio, quando chega, vale absolutamente cada capítulo de espera.


3. Trono de Vidro — Sarah J. Maas

Outra Maas, sim. Mas é uma energia completamente diferente — Aelin Galathynius não é Feyre, e o universo de Trono de Vidro tem uma escala que vai crescendo a cada livro até você não conseguir mais imaginar o tamanho que aquilo tomou. São sete volumes. Compromisso longo, retorno proporcional.

Se Quarta Asa foi a sua porta de entrada pro gênero, essa série vai te mostrar de onde veio a escritora que mais influenciou o romantasy contemporâneo.


4. De Sangue e Cinzas — Jennifer L. Armentrout

Romance proibido com uma protagonista que não pode se aproximar de ninguém — e um guardião que existe justamente pra manter essa distância. Jennifer L. Armentrout é uma das autoras de fantasia romântica mais lidas no Brasil, e esse primeiro livro da série tem a tensão lenta e sufocante que quem veio de Quarta Asa vai reconhecer imediatamente.


5. Seis de Corvos — Leigh Bardugo

Leigh Bardugo é outra categoria quando o assunto é construção de mundo. Se o que você mais gostou em Quarta Asa foi o elenco dinâmico e a tensão entre personagens — as traições, as alianças que não duram — Seis de Corvos vai te dar isso multiplicado.


6. Nascidos da Bruma (Mistborn) — Brandon Sanderson

Tecnicamente não é romantasy. O romance está lá, mas não é o motor da história. Mas se você quer um sistema de magia que choca pela consistência — o tipo de coisa que faz você pensar “como alguém inventou isso” — Mistborn é onde você vai encontrar. Brandon Sanderson é citado como influência por Patrícia Criado, e você entende exatamente por quê quando lê.


Se precisar escolher só um: vai de Interion. A experiência de começar um universo brasileiro com esse nível de ambição — e perceber que funciona — é algo que fica.

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