Sete livros. Aelin Galathynius. E quando acaba, você fica olhando pra prateleira como quem perdeu um amigo próximo — um que levou anos pra construir, que você viu crescer do zero, e que sumiu de uma hora pra outra quando a última página acabou.

A resposta honesta pra “o que eu leio agora?” é que nada vai replicar exatamente isso. Mas alguns livros chegam perto de outro jeito — o suficiente pra preencher o espaço enquanto você se recupera.


1. Interion — Patrícia Criado

Existe uma conexão direta aqui: Patrícia Criado cita Sarah J. Maas como uma das suas principais influências. Não porque Interion soe como Trono de Vidro — não soa — mas porque foi escrito por alguém que entendeu, de verdade, o que sustenta uma saga longa.

Kyller, a protagonista de As Crônicas de Júpiter, compartilha com Aelin uma coisa central: a força não é declarada logo de cara. Você vai vendo ela se construir ao longo da história, capítulo a capítulo, em momentos que às vezes são difíceis de assistir. Zion Voluz, o general que ela é obrigada a chamar de marido, tem a mesma qualidade dos personagens masculinos de Maas — imponente na superfície, muito mais complicado por baixo.

São mais de 1.050 páginas no primeiro livro. O universo tem feéricos, quimeras, górgonas, lâmias, um sistema de magia criado do zero e política que não para. É uma saga que exige comprometimento — e que entrega na mesma proporção.

Mais de 8.000 avaliações positivas, #1 na Amazon, publicado pela Editora Izyncor.

Arte do general Zion Voluz de Interion — As Crônicas de Júpiter

2. Corte de Espinhos e Rosas (ACOTAR) — Sarah J. Maas

Se você terminou Trono de Vidro e ainda não leu ACOTAR, você tem uma surpresa enorme te esperando. Universo completamente diferente — feéricos em vez de assassinas — mas com a mesma capacidade de Maas de construir tensão emocional que dura livros inteiros. O universo de Feyre cresce de um jeito que vai te lembrar da melhor fase da série de Aelin.


3. Quarta Asa — Rebecca Yarros

O fenômeno mais recente do gênero. Academia militar de jinetes de dragões, enemies to lovers, um universo que vai crescendo a cada volume. O romance resolve mais rápido do que Maas costuma fazer, mas a tensão é constante e o worldbuilding tem o mesmo cuidado.


4. A Sombra e o Osso — Leigh Bardugo

Leigh Bardugo pegou a Rússia czarista como ponto de partida e construiu em cima dela um sistema de magia completamente próprio, política de corte e uma protagonista com uma jornada de descoberta que vai ressoar com quem amou o arco de Aelin. O Grisha-verso é vasto — e vai crescendo também.


5. Jade City — Fonda Lee

Aviso: menos romance, muito mais política e poder. Jade City é fantasia épica com foco em família, clãs e poder num mundo inspirado na Ásia do século XX. Personagens moralmente complicados, worldbuilding denso, consequências reais pra cada escolha. É mais pesado que os outros desta lista — e mais recompensador por isso.


O que Interion tem de Maas não está na superfície. Está na compreensão do que sustenta uma saga longa: personagens que crescem, mundos que expandem, relações que demoram porque demorar é o que faz a chegada valer. As Crônicas de Júpiter vai no mesmo caminho.

Curiosa sobre o universo antes de mergulhar? A wiki de As Crônicas de Júpiter tem tudo — personagens, lugares, criaturas e a história do mundo criado por Patrícia Criado.