Este resumo contém
spoilers completos
O texto a seguir revela eventos importantes de Interion — incluindo revelações de trama, clímax e desfecho do livro.
Continue apenas se já tiver lido Interion e quiser relembrar a história antes de embarcar em Insaad.
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do início ao fim
Relembre a história antes de embarcar em Insaad
Interion é o primeiro volume da trilogia As Crônicas de Júpiter e possui 1.170 páginas na versão digital. Por ser um livro gigantesco, é natural que algumas informações tenham se perdido na memória ao longo do tempo. Então, permita-me ajudá-lo a refrescar sua mente antes de embarcar em Insaad — o volume 2.
A mitologia
A mitologia de Interion começa com a apresentação dos cinco deuses:
- Vida — Nuadros
- Amor — Amarwen
- Saber — Seijhe
- Guerra — Calistra
- Morte — Anabel
Entre essas divindades, há dois casais.
- Vida e Amor: Nuadros é o deus mais poderoso, o construtor de todos os planetas, universos e seres vivos. Amarwen é a mãe de todas as criaturas. Juntos, eles construíram tudo o que existe nesse universo.
- Saber e Guerra: Seijhe é o conselheiro dos cinco deuses, enquanto Calistra é a protetora deles. Calistra tentou ser mãe sem a ajuda de Seijhe e criou as wyverns. Quando teve filhos com ele, nasceram os arcanjos Oriel e Angel.
- A deusa da Morte é responsável pela destruição e pelo encerramento de ciclos. Ela é solitária e não possui filhos ou parceiro.
A história da mitologia começa com os deuses criando mundos, distribuindo poder pelo universo e sustentando a existência em um equilíbrio entre criação, adoração e devoção. O equilíbrio parecia funcionar. Os deuses davam vida, os povos os veneravam, e essa fé devolvia força às divindades. Era um ciclo lindo, grandioso e perfeito.
Ou quase perfeito.
Porque aí entra Anabel, a deusa da Morte. Isolada no Abismo, sem filhos, sem parceiro, sem ninguém que fosse realmente dela, ela se sente solitária. E planeja mudar sua situação.
Assim, durante um banquete de Nuadros, o deus da Vida, ela percebe uma oportunidade. Ele está vulnerável, embriagado, e ela o seduz. Dessa união proibida entre Vida e Morte nascem os voracious — e aqui a mitologia dá uma guinada.
Os voracious não são filhos gloriosos, luminosos ou belos como os descendentes que vieram da Vida e do Amor. Eles nascem famintos, estéreis, obscuros e dependentes da energia vital de outros seres, assim como a própria Morte. São literalmente uma praga nascida do desejo, da solidão e da transgressão de uma deusa.
E o pior: Anabel os ama.
Mesmo sendo criaturas monstruosas, mesmo devorando almas, ela os vê como seus filhos. Isso deixa tudo mais trágico, porque ela não é apenas uma vilã simples. Ela é mãe. Uma mãe terrível, egoísta, mas ainda mãe.
E, como se devorar almas já não fosse suficiente, os voracious ainda desenvolvem o poder de transformar corpos sem alma em carniçais, criaturas reanimadas e submissas. Ou seja: eles não apenas matam. Eles profanam a vida. Eles pegam o que era vivo, retiram a alma e usam o corpo como ferramenta, criando exércitos de monstros. É uma corrupção completa da criação.
Quando os outros deuses descobrem, o universo praticamente entra em colapso. Amarwen, a deusa-Mãe, percebe nas criaturas as marcas do poder de Nuadros e entende a traição. Calistra, a deusa da Guerra, é chamada. Seijhe, o deus do Saber, tenta impedir que tudo vire pura vingança.
E os deuses precisam tomar uma decisão horrível: exterminar os voracious.
Só que eles descobrem que matá-los não resolve, porque eles se ligam à essência do planeta que habitam. Quando um morre, sua energia se une ao irmão mais próximo, tornando-o mais forte. Quando não há um irmão, eles renascem das sombras. A única solução real é destruir os mundos contaminados.
Então se inicia a Guerra do Apocalipse, que não é apenas uma guerra contra monstros. É uma guerra contra o erro dos próprios deuses. Eles precisam destruir partes da criação que juraram proteger porque a praga saiu do controle. Calistra, seus filhos arcanjos e a horda de wyverns lideram o expurgo, enquanto Anabel, ironicamente, participa da destruição dos mundos corrompidos pelos próprios filhos.
Mas, quando os voracious ameaçam o planeta mais amado pelos deuses, eles não conseguem simplesmente destruí-lo. Então Seijhe propõe uma solução desesperada: criar uma barreira de poder para dividir o planeta e isolar a parte protegida da parte dominada pela praga.
Só que essa barreira exige um preço alto: cada deus precisa doar um olho. Os olhos se petrificam, transformam-se em pedras luminosas e passam a sustentar a proteção.
É daí que nasce o continente de Júpiter.
Um pedaço de mundo salvo à custa do corpo das divindades.
Os olhos divinos ficam escondidos em berçários sagrados, espalhados para impedir que sejam reunidos, porque, se alguém juntar essas pedras, a barreira pode falhar. Ou seja, cada pedra é, ao mesmo tempo, bênção e bomba-relógio.
Enquanto isso, Anabel foge.
Como os voracious a cultuam por cada vida que devoram, ela se fortalece enquanto os outros deuses estão exaustos. Ela rouba uma wyvern de Calistra, foge para os confins escuros do universo e acaba criando um vínculo com a criatura.
Essa parte é cruelmente bonita, porque a Morte, que causou tanto horror, ainda é capaz de amar. Isso nos leva a pensar que, depois de milênios tentando preencher o vazio em seu peito com filhos ou com o amor de Nuadros, Anabel encontrou felicidade em algo simples e bonito: uma criatura bestial conhecida apenas como wyvern azul.
Mas Calistra a encontra, e Anabel foge para o Abismo, um lugar onde apenas os mortos podem entrar, deixando a wyvern para trás.
A criatura é levada de volta e punida pela traição.
No plano terrestre, Júpiter floresce. Os feéricos, filhos da luz, voltam a se erguer. Só que os olhos petrificados não ficam apenas protegendo a barreira. O poder deles começa a se misturar à natureza, aos oceanos, às montanhas, aos corpos e à genética dos povos.
A cada geração, os habitantes de Júpiter se tornam mais parecidos com os próprios deuses. Seus dons, corpos e personalidades passam a ser influenciados pelas pedras divinas posicionadas nas cinco nações.
Isso é genial porque transforma a geografia em mitologia viva.
O poder dos deuses não está apenas "no céu". Está no sangue das pessoas. Está na terra. Está no funcionamento do mundo.
Mas, claro, a paz não dura.
Do outro lado da barreira, os voracious ficam sem alimento. Os carniçais entram em uma era ainda mais violenta, devorando uns aos outros. Para sobreviver, os filhos da Morte evoluem e criam uma sociedade brutal, com cativeiros de reprodução onde feéricos, górgonas e humanos são tratados como gado.
É uma distopia monstruosa do outro lado da proteção divina.
E então vem o Lúmiran, quando o mundo é coberto por um véu esverdeado e a barreira se torna visível. Os voracious encontram uma brecha. O mais poderoso deles projeta sua consciência para dentro de Júpiter e começa a sussurrar na mente de um rei invejoso do extremo oeste.
Ele promete glória, conquista, poder e crianças fortes.
E o rei, já corrompido pelo ódio, cai.
A partir daí, a mitologia vira conspiração divina, guerra política e possessão cósmica ao mesmo tempo. O rei remove o olho de Calistra, escondido sob seu castelo, e isso fortalece os sussurros do voracious.
Os deuses enviam Oriel e Angel, os arcanjos, para proteger os olhos sagrados. Só que eles descobrem um problema terrível: a barreira rejeita os filhos da Morte e também os filhos da Guerra. Seus corpos celestiais não podem atravessar. Apenas suas consciências conseguem entrar — e, para isso, precisam de receptáculos mortais.
Só que os corpos mortais não aguentam uma essência divina.
Angel tenta possuir vários terrestres e os destrói no processo, até encontrar um curandeiro da floresta cujo dom consegue sustentar sua presença. Oriel toma o corpo de um élmedico de Interion, mesmo sabendo que isso mataria a alma do homem.
É uma missão sagrada, mas também uma violência.
E essa ambiguidade é uma das melhores coisas dessa mitologia: os deuses protegem, mas também usam. Salvam o mundo, mas esmagam indivíduos no caminho.
A guerra entre as nações explode por causa das promessas do voracious. Angel protege três dos cinco olhos nas sombras. Oriel luta por Interion, sem seus poderes arcanos, e morre como herói ao fechar o portão principal da nação, impedindo o avanço do caos.
O mundo é salvo, mas só por enquanto. O voracious continua sussurrando. A barreira continua enfraquecendo. E os arcanjos não têm corpos adequados para enfrentá-lo de verdade.
Revelar — a identidade do herói da Grande Guerra
Sabe Rosnir? O herói da Grande Guerra que tem um hospital, uma estátua e um feriado com o seu nome? Na verdade, era Oriel.
Então Seijhe propõe uma nova estratégia: criar receptáculos fortes o bastante para abrigar os arcanjos em futuras batalhas.
Como Calistra se recusa a gerar descendentes com mortais, a tarefa recai sobre Angel e Oriel. Eles descem aos campos de reprodução de Drutes, onde há muitos curandeiros, tentando criar uma linhagem capaz de suportar o poder celestial.
Oriel consegue produzir duas linhagens de seu sangue, pertencentes aos descendentes de primeira geração, mas nenhuma dessas crianças manifesta poder divino. Assim, a primeira geração dá origem à segunda, que nasce mais poderosa, mas ainda sem dons divinos. No Divino, os deuses ficam cada vez mais preocupados.
Enquanto isso, o voracious consegue finalmente atravessar por uma fenda aberta pela união de duas pedras sob o sacrifício de uma vida. Ele encontra um corpo sacrificado em uma caverna de cristais e o usa como receptáculo.
*Agora tem um voracious no continente que amamos e ele veste o corpo de uma feérica.
Mas aí vem o momento de arrepiar: depois de inúmeras tentativas fracassadas, nasce uma criança de terceira geração, com cabelos vermelhos e olhos dourados. Ela carrega dois poderes no peito: cura e dom arcano.
É forte. É diferente. É a adaptação perfeita do poder divino ao mundo material.
Calistra ajusta seu dom de cura para que ele cresça ao longo da vida. Os arcanjos finalmente encontram o corpo que esperavam.
Isso quer dizer que o cancêr no pulmão de Kyller foi induzido por Calistra, para faer com que a cura dela aumentasse de nível ao longo dos anos, já que um cancêr força o dom de cura ao limite.
Ela é o receptáculo.
A esperança.
A fúria futura de um arcanjo em carne e osso.
Vermelha como a avó.
A Neta do Apocalipse.
Revelar — a Neta do Apocalipse
*E, para quem não entendeu, estamos falando da Kyller.
A Grande Guerra
A tensão entre Interion e Drutes teve origem há cerca de 500 anos, durante um evento conhecido como a Grande Guerra.
Na época, quatro nações costeiras se uniram para invadir as terras férteis e poderosas de Interion, localizadas no coração do continente de Júpiter. Após dez dias de batalha, Interion conseguiu repelir o ataque. Três das nações invasoras se renderam e juraram lealdade ao reino vencedor. Drutes, no entanto, recusou-se a se submeter.
O ponto de ruptura definitivo aconteceu durante essa guerra, quando soldados drutes sequestraram mulheres feéricas interianas com dons elementares poderosos. Essas prisioneiras foram levadas para campos de reprodução forçada no subsolo de Valmar, a capital de Drutes. O objetivo era gerar crianças superpoderosas, conhecidas como descendentes, para fortalecer o exército inimigo, já que Drutes possuía poucos feéricos e, em sua maioria, indivíduos com dons de nível baixo.
Enquanto essas mulheres eram forçadas a procriar com homens drutes, Interion não fazia ideia da atrocidade que acontecia nos subterrâneos de Valmar. Para o reino, elas estavam desaparecidas ou haviam morrido durante a guerra.
Anos depois, o conflito ganhou uma nova dimensão quando os próprios descendentes de Primeira e Segunda Geração criaram o Esquadrão da Noite e iniciaram uma Guerra Civil em Drutes para libertar as mães mantidas em cativeiro. Após a revolta, buscaram asilo em Interion, sob o governo do antigo rei Elazer II. O líder desse movimento era Serguei Voluz.
No entanto, a esperança durou pouco. Um golpe interno, supostamente liderado por Ravena, descendente e esposa de Serguei, resultou na morte de Elazer e na ascensão de Elitium I ao trono. A partir desse momento, a perseguição aos descendentes se intensificou, dando início a uma política brutal de extermínio.
Atualmente, o exército interiano ainda mantém confronto com os drutes na fronteira entre as nações. Os campos de reprodução continuam sendo um problema não resolvido, e as consequências da Grande Guerra seguem moldando a política, a violência e o destino dos descendentes em Júpiter.
Resumo de Interion
O enredo de Interion começa muito antes de Kyller aparecer em cena.
Tudo se inicia com Serguei e Ravena, em uma caverna escondida sob Interion. Ravena está ali à procura de uma pedra verde e carrega consigo uma pedra vermelha. Serguei a mata naquele lugar e, quando ela morre, a pedra vermelha cai no fundo de um poço, unindo-se à verde. Nesse instante, o mundo parece estremecer.
Mais tarde, entendemos a importância desse momento: as pedras são os olhos petrificados dos deuses. Quando duas delas se unem, o poder de uma anula o da outra, criando uma brecha na barreira que protege o continente de Júpiter. É nesse instante que um voracious consegue atravessar para o lado protegido do mundo.
A partir daí, a história realmente começa.
Kyller, Zion e o início da parceria
Kyller é uma feérica curandeira escravizada em Drutes. Aos dezesseis anos, ela está com câncer de pulmão em estágio terminal e vive em meio à guerra. Zion, por outro lado, é o general de Interion responsável por exterminar os exércitos drutes e seus descendentes.
Durante um confronto, Zion encontra Kyller sendo torturada. Assim que olha para ela, ele reconhece que ela é sua parceira de alma. Ele a resgata, leva-a para Interion e, enquanto ela passa por cirurgias para sobreviver, assina os papéis do casamento. Logo depois, retorna para a guerra, deixando-a sozinha.
Cinco anos se passam.
Quando Zion volta da guerra, Kyller já se recuperou e vive na casa do general ao lado de Kiara, sua quimera de estimação. Durante esse período, ela foi protegida e cuidada por Ambrose e Lorenzo, figuras que considera seus mentores e quase pais.
Kyller está no último ano do curso de Medicina e também prestes a concluir a academia militar. Porém, para receber o diploma e ser considerada cidadã de Interion, precisa passar no teste final militar.
O problema é que ela é péssima nisso.
Muito ruim mesmo.
Com o retorno de Zion, os dois passam a dividir a mesma casa, e ele se torna professor da academia militar. A partir daí, boa parte da história gira em torno da tensão absurda entre os dois. Kyller e Zion passam o livro tentando lidar com o laço irracional da parceria biológica, com os traumas do passado e com o fato de que ele é, aos olhos dela, o exterminador do seu povo.
Enquanto isso, Zion assume a tarefa de treiná-la para sobreviver ao teste final da academia.
Pontos importantes do início da história
Logo no retorno das florestas, Zion traz consigo um homem gravemente ferido, que permanece em coma durante boa parte do livro.
Também descobrimos que Kiara, a quimera de Kyller, tem uma habilidade extremamente rara: ela é capaz de derrubar qualquer barreira mágica.
Kyller, por sua vez, enfrenta muito preconceito em Interion por ser drutes. Seu único amigo verdadeiro na academia é Breno Lútieve, um jovem que nutre por ela um amor platônico. Breno também é um dos raros bloqueadores de Interion.
Outro ponto importante é a rivalidade entre Kyller e Adelevik Ivanov, uma curandeira de nível baixo que a trata muito mal. Adele é cruel, agressiva e vive em atrito com Kyller desde o início.
O segredo de Zion
Conforme o livro avança, Kyller se ressente cada vez mais de Zion por ele ser conhecido como o exterminador dos descendentes de Drutes. No entanto, o que parecia ser seu maior defeito esconde uma operação secreta gigantesca.
Zion e o psíquico Serguei não estão apenas matando descendentes. Na verdade, eles resgatam secretamente mestiços e refugiados drutes, salvando-os do expurgo ordenado por Elitium, o tirano rei de Interion.
Esses refugiados são levados para um lugar ao norte, conhecido como Insaad.
*Sim. O nome do livro dois já estava ali.
A profecia do Sonar
Em determinado momento, Kyller é avaliada por Július Balard, o Sonar. Durante o teste, ele faz uma longa profecia e revela que ela é a Neta do Apocalipse. Também afirma que ela precisa lutar pelo Filho das Sombras, ou Filho da Escuridão, aquele que salvará o povo dela.
Kyller liga os pontos e entende que essa pessoa é Zion.
Ela se lembra de um sonho com a mãe, no qual era mencionado um general que resgatava descendentes. A partir disso, finalmente compreende que Zion não está exterminando o povo dela na floresta. Ele está salvando essas pessoas.
O Sonar avalia o nível de Kyller em 1.300, mas a revelação não para aí. Ele afirma que ela possui dois dons, e que o segundo não pode ser medido em números.
Kyller sai do teste desnorteada, mas decidida a esclarecer tudo com Zion. Essas descobertas são o pontapé inicial para o desenvolvimento real do romance entre eles e também para a aproximação entre Kyller e Serguei.
O ataque na floresta e o retorno de Kaori
Na sequência, ocorre um ataque na floresta, e Zion é chamado para ajudar. Ao chegar lá, ele resgata Kaori, sua imediata e melhor amiga, mas muitos soldados morrem.
Pouco depois, surge um novo problema: uma base médica está sendo atacada por criaturas desconhecidas. Contudo, ninguém conseguiu ver as feras, porque as câmeras foram desligadas por algum tipo de tecnologia antes do ataque e não houve sobreviventes. Zion acredita que sejam novas quimeras criadas em laboratório, porque os ataques parecem bestiais.
Enquanto isso, Kyller salva a vida de Kaori em uma cirurgia complicada. Quando Kaori acorda, descobrimos que ela é ex-namorada de Zion e também sua melhor amiga.
Isso, obviamente, gera conflitos entre Kyller e Zion, com direito a facas e mordida.
Também descobrimos que Kaori tinha um irmão, Akira. Ele, Zion e Kaori se formaram juntos e eram muito próximos. Porém, Akira desapareceu em batalha e foi considerado morto. Kaori nunca deixou de procurá-lo.
Em uma cena importante, Kaori pergunta a Zion se ele trocaria tudo por Akira, caso ele ainda estivesse vivo. Zion responde que sim, e isso claramente a deixa aliviada.
O paciente em coma e o Livro dos Deuses
No hospital, Kyller começa a sentir uma consciência perseguindo-a pelos corredores. Ela associa essa presença ao paciente em coma que Zion trouxe da floresta. Seja lá o que for, essa entidade teve a chance de machucá-la, mas não o fez.
*Ainda.
No meio de tudo isso, Kyller começa a ler o Livro dos Deuses. É nele que descobre que os arcanjos eram chamados de Filhos do Apocalipse por serem filhos da deusa da Guerra, Calistra. O que ela ainda não entende é por que o Sonar a chama de Neta do Apocalipse, ou por que chama Zion de Filho das Sombras.
Para quem conhece a mitologia, a resposta começa a ficar clara: Anabel, a deusa da Morte, está ligada ao poder das sombras.
Novas amizades, segredos e revelações
A história avança. O romance entre Kyller e Zion se intensifica. Kyller melhora nos treinamentos militares e começa a fazer novas amizades, como Aish Zuri, uma amperiana, e Hiro Zois, um mestiço.
Serguei também passa a conversar mais com Kyller e a revelar partes do passado. Aos poucos, ela percebe que ainda existem muitos segredos sobre Ravena. Afinal, ela era mesmo uma traidora? O que eram as pedras que procurava? E por que elas eram tão importantes?
Nesse ponto da história, alguns detalhes se tornam fundamentais.
Breno revela que não conhece o próprio pai. Ele foi um embrião fecundado em laboratório e implantado em Natali Lútieve, sua mãe, que recebeu pela gestação. Quem encomendou seu nascimento foi o próprio rei, que precisava de um Pilar bloqueador. Dominic, irmão de Breno, nasceu da mesma forma.
Breno conta a Kyller que só sabe o nome do pai: Július Balard.
*Guarda esse nome!
Kyller também compartilha um segredo com Breno: seu pai era um grande bloqueador de ataque, mas ele morreu. Breno fica impressionado, porque esse tipo de bloqueador não existe mais.
Também descobrimos que Adele, a curandeira que odeia Kyller, é vítima de abusos sexuais e tortura cometidos pelo próprio tio. Em desespero, ela tenta se suicidar usando morfina e se jogando de um penhasco. Kyller a salva antes da queda e modifica seu fígado para metabolizar a morfina mais rápido, impedindo uma parada cardiorrespiratória.
Adele sobrevive — e agora possui um fígado superpotente.
Outra revelação importante envolve Kaori. Ela é uma górgona bastarda e sem clã. Por isso, não pertence à hierarquia tradicional das górgonas e não segue os caminhos da rainha nem das matriarcas. Ela venceu um torneio e foi a única a se libertar daquela sociedade. Além disso, é excelente com tecnologia.
Mais adiante, Zion encontra um carregamento de peças eletrônicas destinado a Kaori Yamamoto. Ele não sabe exatamente o que são. Quando questionada, Kaori afirma que as peças servem para aumentar o alcance da comunicação dos soldados na floresta.
*Mentira.
O teste militar
O teste militar finalmente começa.
Ele acontece na floresta e é protegido por uma barreira de bloqueio considerada a mais forte do mundo, com poder acumulado há décadas. Todos os alunos recebem uma injeção de imunobloqueadores, anulando temporariamente seus dons.
Kyller se alia a Adele durante o teste. No início, as duas conseguem avançar bem, mas tudo dá errado quando criaturas invadem a área protegida. Na verdade, elas estavam lá desde o início do teste, mas agora começaram a atacar. As câmeras começam a ser desligadas, e o teste se transforma em uma carnificina.
O verdadeiro horror surge quando descobrimos que os monstros não são quimeras. São carniçais: criaturas sombrias ligadas à deusa da Morte, Anabel.
Carniçais são servos dos voracious. São seres vivos transformados em monstros.
Durante a fuga, Adele revela que seus poderes já voltaram, porque seu fígado metabolizou o imunobloqueador mais rápido. Ela começa a modificar o fígado de Kyller, permitindo que o poder dela também retorne aos poucos.
Juntas, elas resgatam Breno para que ele ajude a derrubar a barreira.
Para romper a proteção, são necessários dois bloqueadores. Do lado de fora, Zion vai até o rei pedir a ajuda de Zafira, a bloqueadora real. Elitium se recusa.
É nesse momento que Zion rompe definitivamente com o rei. Ele mata Sirena, a górgona de Elitium, prende o monarca ao trono e leva Zafira consigo.
O despertar de Kyller
Dentro do teste, Kyller, Breno, Adele, Hiro e Aish tentam fugir. Porém, Adele fica para trás. Kyller retorna para ajudá-la e acaba cercada pelas criaturas.
Ela acredita que tudo acabou.
Então a parte superior da barreira explode, e Kiara vem ao seu socorro.
Antes disso, há uma cena breve em que Kiara conversa com a deusa da Morte. A cena sugere que, antes de se tornar quimera, Kiara era uma wyvern ligada à deusa. Sua missão na Terra é proteger Kyller. Kiara aceita cumprir esse propósito, mas deseja permanecer no plano material. Para isso, renuncia à própria alma imortal em troca de ficar com os mortais por apenas dois anos.
A tensão atinge o auge quando os carniçais atacam Kiara. Para salvar sua quimera, Kyller é levada ao limite e finalmente desperta seu poder adormecido: uma energia brutal, destrutiva e vermelha, da mesma cor associada à deusa da Guerra, Calistra.
No fim da batalha, Kyller esgota suas forças. Ao tentar matar o último carniçal, perde um braço. Kiara perde as asas.
Quando os carniçais morrem, Kyller percebe que um dispositivo redondo sai do corpo de uma das criaturas. Ela o guarda e espera, quase morrendo congelada, até que a barreira finalmente cai e Zion a resgata.
Kyller entrega o dispositivo do carniçal para Zion antes de ser levada para a cirurgia.
Revelar — A traição de Kaori
A traição de Kaori
Enquanto Kyller se recupera da cirurgia — ela está sem um braço —, Zion começa a investigar o dispositivo. Ele descobre que o objeto era responsável por desligar as câmeras do teste. Todas as pistas apontam para Kaori:
Ela fabricou os dispositivos. Ela os entregou ao inimigo. Ela colocou as feras dentro do teste.
Zion percebe que sua melhor amiga é a traidora da nação. Mas, antes que consiga chegar até Kaori, ele sente que Kyller precisa de ajuda no hospital.
Angel e a possessão de Kyller
Kyller acorda da cirurgia, e uma explosão de energia acontece no hospital. Os médicos dizem que algo está acontecendo com o paciente em coma no andar superior — justamente o homem que Zion havia trazido da floresta.
A consciência que perseguia Kyller se aproxima e entra em seu corpo.
Nesse momento, entendemos o que ela é: Angel, a arcanja que veio usar o corpo de Kyller como receptáculo. Durante esse momento, Kyller tem uma visão das pedras que são os olhos dos deuses e de onde elas estão. Isso indica que suas localizações são importantes.
Zion, agora caçado pelo rei e sem poder confiar nem mesmo em Kaori, volta ao hospital e encontra Kyller inconsciente e ensanguentada. Ele pega Kyller e foge para a cabana de Dorneu. Lá encontra Július, que surge para explicar o que está acontecendo.
Zion busca Serguei, pois o vidente afirma que eles precisarão dele para o próximo passo.
Revelar — A verdade sobre Kyller, Ravena e os voracious
A verdade sobre Kyller, Ravena e os voracious
Na parte final do livro, os personagens descobrem o restante da mitologia ligada à linhagem de Kyller.
Ela foi criada para ser receptáculo de um arcanjo.
Angel pretende tomar seu corpo e apagar sua consciência no subconsciente.
*Tudo isso está explicado no tópico de mitologia.
Com o Livro dos Deuses e a explosão de revelações, a verdade sobre o passado finalmente vem à tona: Ravena, mãe de Zion, nunca foi uma traidora.
Ela estava fazendo um jogo duplo com o rei de Drutes e roubou uma pedra sagrada — um dos cinco olhos petrificados dos deuses — para proteger seu povo.
Depois de ser roubado por Ravena, o rei de Drutes mandou matar o rei de Interion e culpou Ravena pelo crime. Elitium, então, obrigou Serguei a matá-la por meio de um acordo de sangue letal.
A maior reviravolta é que, ao tirar a vida de Ravena, Serguei permitiu que duas pedras se unissem, criando uma trinca na barreira. Um voracious atravessou para este lado e encontrou o corpo morto de Ravena. Ele o possuiu. E, desde então, esse voracious governa Drutes usando uma falsa pele feérica.
A batalha no subconsciente
Július explica que Serguei e Zion podem salvar Kyller e monta um plano. Serguei deve concentrar um ataque massivo para estilhaçar a barreira mental de Kyller pelo lado de fora. Isso permitirá que Zion use o laço da parceria para mergulhar no subconsciente dela e enfrentar Angel.
Fisicamente, Kyller está em coma profundo, deitada em uma cama, com o corpo irradiando uma luz dourada e mística. Dentro dela, sua essência trava uma guerra para não ser apagada pela arcanja.
Zion está ao lado, também inerte, enquanto sua mente se projeta como uma nuvem de sombras para o coração do subconsciente de Kyller. Ele está disposto a enfrentar um ser celestial para salvar sua parceira.
Enquanto a batalha acontece, Serguei conversa com o Sonar. Július revela que tem dois filhos e que ambos serão importantes no destino de Kyller e Zion. Também revela que mentiu sobre o poder de um deles e que também sacrificou uma vida para salvar seus filhos.
Agora você entendeu né? Quem são os filhos está obvio, mas o sacrifício ainda não sabemos
A conversa tem tom de despedida.
Nesse momento, a muralha de Interion é atacada. Serguei entende que o voracious, usando o corpo de Ravena, está ali. A criatura veio matar Kyller enquanto ela está vulnerável na luta contra Angel.
Serguei percebe que foi chamado até ali para lutar.
Ele é a única pessoa capaz de salvar Kyller e Zion naquele momento.
A morte de Serguei
Serguei parte para a batalha, mas está perdendo.
Enquanto isso, Zion consegue salvar Kyller da arcanja e aprisiona Angel no subconsciente. A união é finalizada, mas a arcanja não assume o controle do receptáculo e alma de Kyller sobrevive.
Zion tenta voltar para ajudar Serguei, mas o voracious rouba suas sombras. A criatura afirma que nasceu delas e que, por isso, elas não podem feri-la.
O voracious mata Serguei e está prestes a matar Zion quando abaixa as armas e recua. A criatura afirma que eles são irmãos e diz esperar que Zion se una a ela. Zion recusa, e a criatura o deixa vivo e vai embora. Mas, antes de ir, ela afirma que Serguei escondeu o olho de um deus sobre o coração de Zion e que, por isso, ele é poderoso. Mas ela não o rouba; apenas vai embora.
Zion enterra Serguei e retorna para Kyller.
Quando ela acorda, Zion percebe que seus olhos agora têm um halo vermelho. Seu braço foi reconstruído, mas há algo estranho: ele parece ser o braço da arcanja, não o de Kyller.
O fim de Interion
Enquanto isso, Adele parte para Yonser.
Breno, que ajudava a recolher os corpos dos alunos mortos no teste, cai em uma emboscada preparada por Kaori Yamamoto. Ele e seu irmão Dominic são sequestrados para serem trocados por Akira, o irmão perdido da górgona.
Zion e Kyller se despedem de Serguei em uma cerimônia fúnebre e partem para Insaad.
O livro termina à beira do abismo:
- Kyller está possuída.
- Zion perdeu suas sombras.
- Breno e Dominic foram raptados e entregues a voracious.
- Kaori é a traidora.
- Adele foi para Yonser.
E, para fechar com chave de ouro, vemos o arcanjo Oriel descendo ao mundo no corpo de uma feérica de Yonser chamada Aylui. Ele tem uma missão justamente na cidade para onde Adele está indo.
E a continuação dessa história você encontra em Insaad.
Pronta para Insaad?
O segundo volume de As Crônicas de Júpiter continua onde Interion parou.
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